Casquinha do McDonald’s “não é sorvete”? O caso que mostra como detalhes técnicos viram milhões

By Adriana Michelon 27 de abril de 2026

Tem coisa que parece detalhe até virar cifra.


A casquinha do McDonald’s é um desses casos. Para o público, é sorvete. Para uma empresa grande, “o que é” depende de algo menos intuitivo: classificação, regra e alíquota.


Em dezembro de 2025, o CARF decidiu por 5 votos a 1 que casquinhas, sundaes e milk-shakes do McDonald’s não deveriam ser tratados como “gelados comestíveis” do jeito que a Receita Federal havia enquadrado.


O impacto narrado no caso é direto: essa tese sustentou a anulação de uma autuação de R$ 324 milhões.


E por que essa história é boa para quem gosta de negócios?


Porque a virada não veio de um argumento “criativo”. Veio do que empresas grandes fazem muito bem quando está valendo dinheiro de verdade: dados, método e prova técnica.


Se preferir assistir, o Filipe Ruga conta o caso em vídeo: ver aqui.


O que é o CARF e por que isso importa para empresas

O CARF (Conselho Administrativo de Recursos Fiscais) julga disputas entre empresas e a Receita Federal na esfera administrativa.


Para companhias de grande porte, ele costuma ser um ponto decisivo porque ali se discute o destino de cobranças relevantes. E isso mexe com:


  • caixa
  • planejamento
  • precedentes para o setor


Aqui, o ponto central não é a sobremesa em si. É a lógica por trás:


categoria → regra → alíquota → resultado financeiro


Quando a categoria muda, a conta muda junto.


O “problema” era uma palavra: “gelados comestíveis”


Segundo a narrativa do caso, a Receita Federal classificou as sobremesas geladas do McDonald’s como “gelados comestíveis”.


Em bom português: tratar como sorvete para fins de incidência tributária, com PIS e Cofins em alíquota cheia.


Do outro lado, a tese da empresa caminhou na direção oposta: sustentar que, pelas características técnicas, aquilo se encaixaria melhor em outra classificação, como “bebida láctea”, com cenários tributários mais favoráveis, incluindo hipóteses de alíquota zero.


E é aqui que aparece a primeira lição de negócio: o nome popular do produto pode não ser o que importa na regra.


Quem é a Arcos Dorados e por que essa autuação virou risco real

A Arcos Dorados opera o McDonald’s na América Latina desde 2007. Segundo os dados do roteiro:


  • mais de 2.300 lojas em 20 países
  • no Brasil, cerca de 1.100 restaurantes
  • 60 mil funcionários
  • faturamento acima de R$ 8 bilhões em 2023


Isso ajuda a entender por que uma autuação de R$ 324 milhões não é “mais um custo”. Vira tema de:


  • estratégia
  • governança
  • gestão de risco


Quando a operação é grande, o detalhe não é pequeno por muito tempo.


A virada: quando uma discussão vira prova técnica


Segundo o roteiro, a empresa contratou o Food Intelligence e o Instituto Nacional de Tecnologia (INT) para produzir laudos e sustentar a tese com duas frentes objetivas.

E aqui o texto fica quase divertido, porque o argumento não é “eu acho”. É “eu medi”.


1) Temperatura

  • Sorvete (referência técnica): -8°C a -12°C
  • Sobremesas do McDonald’s: -4°C a -6°C


2) Consistência (viscosidade)

Os laudos teriam caracterizado a massa como “líquido de alta viscosidade”, e não como um congelado sólido tradicional.

Em linguagem de negócios: não é “como o público chama”. É como o produto se comporta tecnicamente.

E quando a discussão muda de opinião para evidência, o jogo muda junto.


O julgamento: quando dados mudam o resultado

Com laudos em mãos, o debate deixa de ser apenas interpretação e passa a ser prova.

O desfecho narrado:


  • Placar: 5 a 1
  • Impacto: R$ 324 milhões anulados



A moral aqui não é “toda empresa deveria fazer isso”. A moral é mais útil:

quando a decisão é grande, vencer exige reduzir a discussão ao que é verificável.


A lição: o óbvio nem sempre é o suficiente

Para o consumidor, a casquinha “é sorvete”.

Para uma operação em escala, existe uma camada acima:


  • regras
  • categorias
  • critérios técnicos
  • consequências financeiras


A lição é direta: questionar o óbvio com dados pode transformar um risco grande em uma decisão favorável.


E, às vezes, a diferença está em detalhes que parecem pequenos, como alguns graus Celsius.


Qual é o “2 graus Celsius” do desempenho digital da sua empresa?

Agora vamos trazer isso para marketing, sem misticismo.


Para uma empresa que investe em estratégia, o “2 graus” é aquele ajuste pequeno que parece irrelevante no dia a dia, mas muda o que importa no relatório.


No marketing digital, isso pode destravar performance no orgânico e no pago.


Alguns exemplos práticos de “2 graus”


  • Uma palavra no anúncio que muda o CTR e reduz o CPC

    Ex.: trocar “saiba mais” por “simular” ou “ver preços”, quando fizer sentido.

  • Alinhamento entre anúncio e landing page

    Mesma promessa, mesmo termo, mesma oferta. Isso aumenta conversão sem aumentar investimento.

  • Um dado específico que destrava confiança

    Prazo, faixa de preço, comparação, antes e depois.

  • Uma prova que corta objeções

    Case, método, depoimento, certificação, números, bastidores.

  • Uma configuração de campanha que parece detalhe, mas muda tudo

    Correspondência de palavras-chave, negativas, segmentação, criativos por intenção e otimização para o evento correto.

No fim, a lógica é a mesma do caso da casquinha:

quem mede melhor e explica melhor, decide melhor.


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Perguntas frequentes


1) O que é o “2 graus Celsius” no marketing digital?

É o ajuste pequeno que muda o resultado: clique, custo, conversão ou qualidade do lead.


2) Quais “2 graus” mais mexem no tráfego pago?

Mensagem do anúncio, correspondência e negativas, segmentação, criativos por intenção e otimização para o evento certo.


3) Quais “2 graus” mais mexem no desempenho orgânico?

Título e abertura, estrutura das seções, provas (dados e cases) e interlinks internos bem colocados.


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